sábado, 2 de dezembro de 2017

PM improvisa boia com garrafas pet e cooler e salva homem no mar



Eram cerca de 13h30 quando Victor Bonfim, policial militar do Batalhão de Choque de Santa Catarina, chegou à Prainha, uma praia pouco movimentada do município de Palhoça, litoral catarinense. Três horas depois, ele se arrastava até a areia da praia vizinha da Guarda do Embaú, exausto depois de horas lutando contra a arrebentação, a correnteza e um paredão de pedras para tirar um casal de namorados do mar.

Bonfim saiu de casa, na companhia de um amigo, Yuri Piazzarollo Guidine, capitão da Polícia Militar em Rondônia, e do cachorro para fazer uma trilha que acabaria na Prainha. “Chegamos lá, e a prainha estava vazia. Um pouco depois, chegou o Marcelo Lomba [goleiro do Internacional] com a esposa e os filhos e o outro casal [Roger Granella e Pâmela]. Parecia que seria uma tarde tranquila”, diz Bonfim.

A situação começou a mudar quando Roger e Pâmela entraram no mar. A força da correnteza surpreendeu os banhistas, que gritaram por socorro. Lomba e Yuri tentaram passar a arrebentação para resgatar Roger. Bonfim decidiu seguir um paredão, liso e com pedras cortantes, para chegar até próximo de Pâmela e, então, mergulhar. “Ela já estava afundando e voltando para a superfície várias vezes”, explicou.

Com dificuldade, Bonfim conseguiu puxar Pâmela até a areia. Ao chegar, percebeu que Lomba e Yuri não haviam conseguido resgatar Roger, que permanecia no mar, cada vez mais afastado da costa. “O mar estava violento. Muita onda estourando. Muita correnteza. Não ia conseguir trazer ele sozinho.”

Bonfim resolveu, então, montar uma espécie de boia improvisada, colocando dentro da sua mochila um cooler e garrafas pet. A estratégia se mostrou essencial para garantir a vida de Roger e do próprio policial militar.

Bonfim conseguiu chegar até Roger, mas não havia como tirá-lo da água. “Ele era um cara forte, grande, pesado, de mais de 120 quilos, e estava exausto. Mal conseguia se agarrar à mochila. Eu mesmo estava cansado. Se não fosse a mochila, não teria como sairmos dali”, contou.

Durante duas horas, eles esperaram ajuda. Primeiro, vieram três guarda-vidas e um surfista, chamados por Lomba e Yuri. Mesmo em cinco, eles não conseguiam tirar Roger da água. A situação só se resolveu com a chegada de um jet-ski. “Colocamos o Roger na prancha e amarramos com uma corda, rebocando ele. Mesmo assim, não conseguimos voltar para a Prainha e saímos em direção a outra praia.”

Ao chegar à areia, Bonfim sentou e chorou. “Passei por muitas situações complicadas como policial. Temos treinamento de tropa especial. Eu sou atleta. Faço trilhas, mas isso foi diferente de tudo.”

Roger e a esposa foram levados para o hospital e passam bem. O goleiro Marcelo Lomba não quis falar com a reportagem.





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