quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Com afirmação de Verstappen e crescimento de Ocon e Sainz, juventude da F1 vira protagonista em 2017



É quase lugar comum afirmar que os jovens pilotos estão ganhando importância na F1. Esse processo já dura pelo menos uma década e é perceptível em diversas categorias. Mas 2017 foi um ano particularmente especial para os mais novos na principal categoria do automobilismo: enquanto o promissor Max Verstappen deu novos sinais de que realmente tem o talento para ser um futuro campeão, nomes como os de Esteban Ocon e Carlos Sainz Jr. passaram a ser vistos com mais atenção pelas principais equipes do campeonato.

Verstappen, ainda com 20 anos, nem vivia uma grande temporada até meados de setembro. Nas primeiras 14 corridas do ano, o holandês teve enormes dificuldades para superar a falta de confiabilidade da Red Bull e encarar Daniel Ricciardo. Mas hoje, com a temporada 2017 já para trás, quase ninguém fala sobre isso: Max teve um fim de ano arrebatador, vencendo duas das últimas seis corridas e se afirmando como intruso nas brigas entre Ferrari e Mercedes.

Ninguém ficou surpreso ao ver Max andar bem. A ótima temporada 2016 já mostrava que Verstappen tinha o talento e a capacidade. Mas as apresentações de 2017, incluindo vitórias indiscutíveis nos GPs da Malásia e do México, acabam com qualquer dúvida de que Verstappen é um poço de talento. Em condições normais, o jovem adulto é uma ameaça constante na briga pelo alto do pódio. E assumir tal posto com tanta juventude é algo que só Lewis Hamilton e Sebastian Vettel fizeram.

Só não dá para afirmar que Verstappen vai trilhar o caminho dos títulos da mesma forma que Hamilton e Vettel porque o carro da Red Bull é uma grande incógnita. Com um motor problemático, todo o trabalho empregado no desenvolvimento do chassi pode ser inútil.

Outros jovens pilotos também renderam assunto no meio do pelotão. Mesmo que sem a grife de Verstappen, Ocon conseguiu resultados muito bons na Force India. Posto frente a frente com o forte Sergio Pérez, o francês tirou o desafio de letra e pontuou com frequência assustadora, virando pedra no sapato do mexicano.


Quem acompanha a carreira de Esteban não chega a se surpreender tanto: trata-se do piloto que derrotou Verstappen na F3 Europeia em 2014, levantando a taça em um campeonato marcado pelo alto nível do grid. Mas a apresentação vista em 2017 era o que faltava para que apontar Ocon também como um possível futuro campeão deixasse de ser loucura para virar algo muito plausível. Se – ou quando – as portas da Mercedes se abrirem, algo lógico para alguém que teve a carreira apoiada pela marca alemã, o francês fica com caminho livre para alcançar o status de estrela.

Ainda no meio do pelotão, outro piloto encantou. Mesmo que de forma distinta, Sainz aproveitou 2017 para dar um salto de rendimento. Antes na sombra de Verstappen, o espanhol voltou a ter um bom ano na Toro Rosso e virou uma peça crucial em negociações que envolviam Renault, McLaren e Honda. O espanhol estava andando tão bem que virou o grande desejo da equipe francesa. Não por acaso: Nico Hülkenberg é bom piloto, mas não é tão jovem ou brilhante quanto Carlos.

As grandes performances de Sainz em 2017 não foram poucas. Nos GPs da China, Espanha, Mônaco e Singapura, Carlos foi o ‘melhor do resto’ e chegou a sonhar com disputas contra as três principais equipes do grid. Mas ainda trata-se de um piloto inconstante, vide erros grosseiros nos GPs do Bahrein, Canadá e Malásia. Não, Carlos não é tão bom quanto Verstappen ou Ocon. Mas é alguém que evoluiu e que pode, sim, brigar por vitórias com um carro verdadeiramente de ponta.


Ao citar pilotos de pouca idade, não dá para esquecer Lance Stroll. Ainda com 19 anos, o canadense foi jogado em uma fogueira: a estreia veio com um carro de difícil pilotagem, consequência do novo regulamento, pouca experiência e sob os olhos desconfiados de um paddock inteiro.

Pensando assim, com tantos pontos negativos, Stroll teve um 2017 positivo. O pódio no GP do Azerbaijão não foi consequência apenas do talento, mas já indicava evolução de Lance e a capacidade de aproveitar oportunidades que surgissem. Ao avaliar a real capacidade do piloto da Williams, talvez seja mais negócio pensar no treino classificatório do GP da Itália: sob chuva intensa, Stroll fez o quarto melhor tempo e largou em segundo. A corrida não teve nada de inesperado, o que impediu a briga por outro pódio. Mas isso nem importava: era através dos pontos, muitas vezes em doses generosas, que Lance acompanhou Felipe Massa no Mundial de Pilotos. Certamente foi um ano positivo.


Mas não são todos os jovens pilotos que conseguem a chance de brilhar. E a maior prova disso é Pascal Wehrlein, agora fora da Sauber. Aos 23 anos, a chance de pilotar pela equipe suíça com o apoio da Mercedes podia ser uma nova chance na F1. Mas fica difícil encantar com o pior carro do grid: quando pôde fazer algo, foi ao top-10 em duas oportunidades e acumulou 5 pontos. Bem mais do que o carro permitiria em condições normais.

A conclusão imediata é de que foi um trabalho melhor do que o de Marcus Ericsson, que fechou 2017 sem pontos. Mesmo assim, Wehrlein levou a pior na disputa de influências da equipe e perdeu a vaga justamente para o sueco. É, nem sempre os jovens promissores podem levar a melhor.






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