segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Berlim oferece bônus para migrantes voltarem para casa



O governo alemão quer encorajar com mais dinheiro migrantes com requerimentos de asilo rejeitados a buscar voluntariamente o retorno para seus países de origem, afirmou o ministro do Interior, Thomas de Maizière, à edição deste domingo (03/12) do jornal Bild.

Berlim vem realizando há anos um programa de ajuda financeira com vista a facilitar o repatriamento de requerentes de asilo cujos pedidos foram negados, incluindo custos associados à viagem e à reintegração na volta para casa.

De Maizière disse ao Bild que famílias poderão receber 3 mil euros adicionais e indivíduos até mil euros a mais se retornarem voluntariamente a seus países de origem até o final de fevereiro próximo.

"Se você decidir retornar voluntariamente até o final de fevereiro, além do apoio inicial de reintegração, você poderá receber ajuda para os custos de habitação nos primeiros 12 meses de sua volta à pátria", afirmou De Maizière num apelo direto aos migrantes cujos requerimentos de asilo foram negados.

Equipamento de cozinha


Segundo a reportagem, além de pagamentos anteriores, os migrantes também poderão receber dinheiro em seu país para o aluguel, construção e reforma de casas ou mesmo para equipamento básico de cozinha e banheiro.

O programa se chama "Dein Land. Deine Zukunft. Jetzt!" (Seu país. Seu futuro. Agora!). "Existem oportunidades em sua pátria. Nós apoiaremos você com ajuda concreta para sua reintegração", declarou o ministro.

A oferta de De Maizière coincide com relatos do governo da Baviera, que deporta mais afegãos do que qualquer outro estado alemão, de problemas para localizar as pessoas a serem repatriadas.

A Secretaria do Interior da Baviera afirmou ao semanário Welt am Sonntag que os afegãos que descobrem que estão prestes a serem deportados muitas vezes desaparecem dias antes do seu voo de retorno. O órgão disse suspeitar que muitos das planejadas deportações, a maioria delas de criminosos, não acontecem porque os migrantes estariam recebendo ajuda de grupos pró-refugiados alemães para entrarem na clandestinidade.

De acordo com Bild am Sonntag, entre fevereiro e outubro de 2017, apenas 8.639 pessoas aceitaram a ajuda de repatriamento. Segundo a publicação, 115 mil requerentes de asilo com pedidos rejeitados vivem hoje na Alemanha. 80 mil deles teriam status de tolerados. De janeiro a setembro, segundo o Ministério alemão do Interior, foram deportadas 19.520 pessoas.





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