quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Indiciado nos EUA, Del Nero não vai ao sorteio da Copa



Desde que João Havelange ganhou o poder na Fifa, em 1974, o Brasil nunca chegou tão fraco nos bastidores para um sorteio de uma Copa do Mundo. Com medo de ser preso, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, decidiu não viajar à Rússia para o sorteio.

Na tarde desta quarta-feira (29), a delegação brasileira chega em Moscou para participar do evento, marcado para sexta (1º). A definição dos adversários do Brasil na primeira fase da Copa da Rússia será às 13h (horário de Brasília).

Além do técnico Tite, outros cinco funcionários da CBF desembarcarão na capital russa, mas nenhum com trânsito nos bastidores do poder. O funcionário da confederação de grau mais elevado na Rússia é Edu Gaspar, coordenador das seleções da CBF, que ocupa o cargo há pouco mais de um ano.

A última vez que um presidente da CBF não representou o Brasil num sorteio foi em 1985, antes da Copa do México, em 1986. O evento não tinha a badalação atual e foi realizado num estúdio de uma televisão mexicana.

Del Nero alega que não viajou para a Rússia para continuar seu trabalho na CBF. Nos últimos dias, ele tem acompanhado o julgamento de José Maria Marin nos EUA.

O dirigente foi vice-presidente na gestão de Marin, que está preso desde maio de 2015. O ex-governador de São Paulo é julgado por extorsão, fraude financeira e lavagem de dinheiro.

O presidente da CBF não sai do Brasil desde a eclosão do escândalo de corrupção da Fifa. Nesse período, ele não acompanhou o time brasileiro no exterior e renunciou aos cargos fora do país.

O Brasil ainda tem um assento no órgão máximo da Fifa, que se chama agora Conselho da Fifa. O lugar é ocupado pelo empresário Fernando Sarney, que é um coadjuvante na nova estrutura da entidade.

PODER BRASILEIRO


Desde que Havelange foi eleito para comandar a Fifa, o Brasil sempre teve protagonismo no evento. Quando o brasileiro deixou a presidência, em 1998, o então presidente da CBF Ricardo Teixeira, na época seu genro, se tornou um dos integrantes mais ativos do comitê executivo da Fifa.

Por causa da influência de Teixeira, a seleção sabia com antecedência os locais que disputaria os seus jogos. Até 2010, não havia sorteio para definir grupos.

O sorteio dos grupos da Copa servia para Havelange e Teixeira exibirem o seu poder na entidade. Uma das mais famosas demostrações de força de Havelange foi em 1993. Na época, o cartola criou uma crise ao vetar a participação de Pelé no sorteio do Mundial dos Estados Unidos, disputado no ano seguinte.

Pelé foi proibido de entrar no evento em Las Vegas por ter acusado Teixeira de corrupção em uma concorrência para contratos sobre a seleção brasileira firmados pela CBF na época. (Folhapress)





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