sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Concurso Banco Central 2018: sem edital, BC corre risco de colapso, alerta sindicalista



Delicada e podendo ficar ainda pior no ano que vem. Assim está a situação do quadro de pessoal do Banco Central, com muitas aposentadorias previstas.

O alerta é do diretor de estudos técnicos do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Daro Marcos Piffer, que considera inevitável o concurso Banco Central 2017/2018, sob análise no Ministério do Planejamento.

“O Banco Central está na ‘corda bamba’, e poderá correr risco sim, de entrar em colapso por falta de pessoal”, destacou.

Segundo o sindicalista, a grande preocupação hoje é que há um grande contingente de pessoas para se aposentar.

“A partir de fevereiro de 2018, cerca de 40% ou 50% dos servidores que entraram no concurso de 1997 estarão aptas a se aposentar. Naquela seleção, houve cerca de 500 vagas. No caso do técnico, por exemplo, o BC pode ter por lei uns 800 concursados nesse cargo. Hoje, porém, são aproximadamente 500. Desse número, metade deles terá condições de se aposentar no início do ano que vem."

Sindicato cobra do Planejamento concurso Banco Central 2017/2018


A maior carência de pessoal está, segundo Daro Piffer, na carreira de especialista, que engloba as funções de técnico e analista. Já a carreira de procurador é a única em que o quadro de servidores está quase todo completo. De agosto de 2015 até agosto deste ano já saíram do Banco Central 346 servidores. No mês inicial do levantamento eram 4.263 servidores ativos. Em agosto deste ano, o número final ficou em 3.917. O quadro existente no banco hoje é de 6.470 vagas. Como no momento são 3.917 profissionais, a defasagem, portanto, é de 2.553 servidores.

A necessidade de um novo concurso no Banco Central, portanto, é iminente. Por isso, o Sinal mantém relações com Ministério do Planejamento, demonstrando a necessidade da reposição de pessoal. O BC protocolou pedido de concurso para 990 vagas, sendo 150 para técnico (nível médio; R$6.882,57), 800 para analista (nível superior em qualquer área; R$17.391,64) e 40 de procurador.

Na última carreira poderão concorrer os advogados com dois anos de prática forense. A remuneração inicial é de R$19.665,67. Nos três ganhos, já constam o auxílio-alimentação, no valor de R$458.


Último concurso do BC aconteceu há quatro anos


A última vez que o BC abriu concurso para os três cargos foi em 2013, sob organização do Cebraspe (antigo Cespe/UnB). Para técnico e analista, as seleções compreenderam provas objetiva e discursiva, avaliação de títulos (apenas para analista) e programa de capacitação. Especificamente para técnico, a prova de Conhecimentos Básicos abrangeu Língua Portuguesa, Noções de Direito Constitucional e de Direito Administrativo, Gestão Pública, Informática e Raciocínio Lógico-Quantitativo.

Já a prova específica versou sobre Fundamentos de Contabilidade, Fundamentos de Gestão de Pessoas e Fundamentos de Gestão de Recursos Materiais (isto na área de Suporte Técnico-Administrativo, que costuma atrair a maior parte dos inscritos no cargo). A outra área com vagas naquele ano foi a de Segurança Institucional.




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